quarta-feira, 17 de maio de 2017

2º e 3º Ensaio

Esses dois ensaios não foram filmados, nem fotografados, porque achamos que seria mais produtivo primeiro experimentarmos os espaços sem a interferência da câmera e, depois, selecionarmos, organizarmos e daí sim gravarmos o material para apresentar no blog.

2º Ensaio: 15/05/2017
- Estudamos possíveis trajetos para a caminhada-performance, todas saindo do prédio de Artes Cênicas.
-Rediscutimos sobre uma primeira ação, de encontro entre os participantes. Utilizar um dispositivo para eles se procurarem pelo espaço e se encontrarem.
- Definimos três trajetos:
1. Vai para o Restaurante Universitário e para o ICC (fiz este trajeto sozinho, de onde veio o 1º Roteiro)
2. Vai para a Faculdade de Educação e Centro de Excelência em Turismo;
3. Vai para a frente do Núcleo de Dança, passa pelo Anfiteatro de Música e vai até a Faculdade de Tecnologia (trajeto que fizemos no 1º Ensaio).

3º Ensaio: 16/05/2017
- Fizemos o trajeto 2.
- Percebemos que há nele muitas possibilidades.
- Em frente ao Prédio de Artes Cênicas, do outro lado da rua, há uma quadra de futebol e depois um grande bambuzal.
1. Bambuzal: Ao caminhar por dentro do bambuzal escutamos o som das folhas sendo pisoteadas e quebrando. O chão ali era fofo para os pés, por causa das muitas camadas de folhas secas. Essas folhas estavam misturadas com cascas dos bambus. As cascas tem um formato cilíndrico e as encaixamos nos braços. Seguimos até o prédio da Faculdade de Educação;
2. Prédio da Faculdade de Educação (FE): vimos um gato que descansava na grama. Atravessamos por dentro do prédio, por um grande corredor. Vimos que no meio desse prédio há uma abertura de vidro, onde, por uma grade é possível ver o lado de fora. Esse pode ser um ponto de vista para o público ver algo, um jogo entre dentro e fora do prédio. Passamos então ao prédio mais ao fundo, o chão todo de mármore branco e liso. O prédio é todo rodeado de corredores e há, nas laterais, uma enorme persiana de alumínio (com mais partes faltando do que funcionando), criando enormes molduras para fora do prédio, uma área de transição até a L2, com gramado e árvores. Muitas trilhas pelos gramados e pela terra. Fomos para a parte de trás desse prédio, onde há muitas árvores e uma grande área de grama.
3. Atrás do Prédio da FE: Essa área se parece com a parte da frente do Núcleo de música, porém mais aberta. Lá há também um buraco, tal qual do 1º Roteiro, e estava marcado com um enorme galho de árvore saindo dele, para avisar quem passasse por ali. Seguimos para o Turismo.
4. Centro de Excelência em Turismo: Algumas árvores mais baixas na entrada dessa área, o chão todo com peças de concreto, uma ao lado da outra, um padrão. Envolta das peças que estão bem embaixo das árvores cresceu um lodo verde, contornando o concreto e criando uma delimitação no chão. Em meio a um pátio na entrada, há uma enorme grade no chão. Nos abaixamos e olhamos para dentro dela. Devido a claridade do sol, nosso olhar demorou a perceber aquele espaço, conforme se adaptava à falta de luz lá dentro. Aos poucos fomos enxergando e vimos que é uma enorme área subterrânea, com galerias para vários lados. Fomos surpreendidos, pois a área que há lá embaixo é muito maior do que a grade que vimos primeiro. Lembramos que será noite e que esse efeito visual não ocorrerá. Mas pensamos em trazer lanternas e, nesse momento, passarmos entre nós e irmos observando essa área e localizando objetos lá embaixo com o foco da luz. Logo na chegada reparamos as grandes vigas de madeira que sustentam as paredes da construção, muito de madeira e vidro. As vigas de madeira tem sulcos muito profundos e que a circundam, onde encaixamos nossos braços. Ao nosso lado, um grande salão todo rodeado de vidro e dentro dele, o chão de madeira e o teto, um enorme teto de madeira com desenhos triangulares, todo recortado. Improvisamos alguns movimentos a partir desse teto, no intuito de enfatizar seus recortes e sua amplitude a partir dos nossos movimentos. Continuamos circulando ao redor dessa construção. e chegamos a uma lateral que tem um grande balcão de granito polido liso e frio, que parece ser um beiral de enfeite desse salão, abaixo dele tem um corredor, que corre paralelo a esse balcão e que tem uma área que cabe uma pessoa curvada. Improvisamos um pouco a partir das sensações do granito liso e frio nas costas, um movimento de tocar e destocar partes do corpo estando deitado de costas no granito e um movimento de deslizar o corpo pelo balcão. Na parte de baixo, um movimento de andar com as costas curvadas. Achamos interessante esses planos paralelos (em cima e e baixo do balcão de granito). Ao final desse trecho há um buraco que dá visão para uma enorme área subterrânea que sustenta o grande salão de madeira e vidro. Uma área cheia de enormes vigas de madeira, criando toda uma estrutura e grandes vazios. Agachamos e a abertura ficou bem na altura dos nossos olhos, uma certa sensação tal qual quando vamos a um lugar muito alto, mas sem ter subido em nenhum lugar alto. Peguei uma pedrinha e joguei para dentro do vão e escutamos o barulho, imaginando a profundidade do lugar. Pensamos que essa pode ser outra ação coletiva interessante para propormos ao grupo da caminhada.
5. Prédio ao lado do Centro de Excelência em Turismo (Prédio circular: metade construído e metade em construção): Espaço circular sustentado por enormes colunas de concreto retangulares. Uma enorme passarela entre terra e concreto preenche o chão. Ao centro, os espaços se olham, o construído e o em construção. Um jardim no círculo no meio desses espaços. Ações como correr e se esconder atrás das vigas de concreto. á também duas escadas: uma de concreto, interditada por estar inacabada, e uma azul de ferro que fica no meio da passarela e que dá acesso ao segundo piso da construção. Saindo dali seguimos para o prédio ao lado.
6. Ao lado do Prédio Circular: Um prédio muito curioso, todo de ferro, concreto e vidro. Uma estrutura toda de ferro. O teto é mais baixo e também é de ferro. Nos penduramos nas vigas do teto com os braços e nossos pés quase tocam o chão. Parecia que estávamos num parquinho infantil. A cor que predomina é um azul, as tem também vermelho e amarelo. Há um banco de concreto individual, menor do que os que normalmente vemos, que parecia compor com o espaço. No meio do espaço uma grande rampa dando acesso ao segundo piso, o chão emborrachado. Pensamos em um de nós vir rolando por essa rampa. Saindo dessa prédio passamos pela lateral do Prédio onde fica a Pós-graduação em Artes Cênicas.
7. Lateral do Prédio da Pós-graduação em Artes Cênicas: caminhamos por um corredor estreito ao lado do prédio, área onde se abrem as janelas. Imaginamos que se estivéssemos em grupo teríamos de caminhar um atrás do outro e cuidar para desviarmos das janelas abertas. Ao final desse corredor paramos e olhamos para o lado da rua e vimos que estávamos ao lado, em paralelo, a uma grande fila que se formava do outro lado no ponto de ônibus e isso nos trouxe uma conexão com nós ali, num corredor estreito, um atrás do outro.

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